Ai
Agora que a chuva cai
e doi
ai... doi-me no peito a tua ausência
no meu corpo. No meu leito.
Ai. Se me deito ... Logo não temo . Tremo.
O leito é estreito . É estreito .
Para as noites em que a solidão tamanha,
me rasga, me arranha, me traz como uma aranha
embrulhada num manto, manto d'água , manto pranto.
Manto de que me alimento. Onde me encanto.
Ai... doi! Doi-me no peito quando vais embora. Doeu-me
nesse tempo e doi-me agora. Doi-me que me deixasses
quando estava ali , taça de sonhos, receptiva para ti e
tu não percebias nada e foste embora !
sábado, 18 de abril de 2009
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3 comentários:
Da dor alheia é sempre impossivel falar. Da nossa, quase o mesmo. Mas podemos ser solidários e tentar esse gesto de estender a mão sobre o vazio que a todos nos separa. É tudo.
JC
Seria eu mais feliz
Se tivesse alguem a quem segurar na mão
Nos longos passeios sem deastino?
Sentiria eu que a vida me era mais leve
Se na solidão outra presença ou voz
que não a minha, existisse?
Estaria este meu coração mais apaziguado
Se nas tardes de nostalgia
Outro coração houvesse a seu lado
capaz de o ouvir?
Nunca o saberei!
Pois tudo o que amei é agora passado
E tudo o que vivi, já o vivi.
Sendo o presente
Uma especie de estrada
curvando sobre uma planicie
a perder de vista.
E é em vão que tento, a meu modo,
tornar a estrada mais amena
e o horizonte mais simples.
E se o tento,
É verdade que é por mim
Sendo-o tambem por muitos outros
Esses imensos outros
Cujos rostos anónimos se misturam
Sem palavras sem forma de as dizerem,
Tão vasta é a sua solidão
E tão profundo o seu silêncio.
11 Junho 2009
JC
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