segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A princesa do Queijo

A Princesa do Queijo



Gravo
A tua imagem na minha retina pranica
Como se te visse pela primeira vez
E no entanto sei como podem enganar-me
O sentido da visão do tacto e do olfacto
Como o cio nos sentidos altera toda a informação
Que trago de ti comigo desde o sempre

Vejo-te e beijo-te
Em cores dourado, violeta, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho
E outra vez na ordem inversa acompanhadas as cores em notas musicais.

A terminar outra vez vermelho. A cor do desejo.
E branco! É branco quando te beijo.

E fico ali à espera que o branco se preencha
Quando acordares ao som da cor da princesa do queijo.

3 comentários:

João Crisostomo disse...

Com tanta coisa escrita já não sei o que escrevi. Mas pronto: gostei sobretudo da ideia do branco (será cor ou sensação) quando se beija.

A mim ocupa-me demasiado o outro para que veja cor. Mas da proxima tentarei reparar.

João Crisostomo disse...

Que mistério há em ti
que às vezes me exalta
e outras me faz triste?
Será esse amor nunca saciado
e por isso armadilha eterna
eterno paraíso?

João Crisostomo disse...

Ai daquele
Que tendo gasto a imagem de Deus
E destronado todos os ídolos
E desprezado alguns portos
E algumas mulheres fáceis
E outras mais difíceis
Já não sabe que rumo tomar
Nem que país conquistar
Nem em que terra
Ou à sombra de que árvore
Descansar do caminho
E olhando em redor de si
Tudo lhe parece fútil
E nos rostos cansados de viver
Não encontra inimigo
Nem amigo
Nem ninguém com que se possa medir
Esse está perdido
É assim que muitos heróis
Acabam entre as malhas
Da inútil sabedoria

In, poesia
Janus Wanderer
1982